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riscos_e_rabiscos

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E isto magoa-me.

Sou uma pessoa que tem poucos amigos verdadeiros. É um facto. E é verdade que estou muito poucas vezes com eles pois não tenho nenhum que viva perto de mim. compreendo que aqueles que têm filhos e que têm empregos que são demasiado exigentes tenham pouco tempo para se lembrarem de mim.

 

Agora não compreendo isto de quem não tem ocupação e que tem tempo para outros amigos. Fico realmente triste e magoada. Desde que passou a ter uma pessoa na sua vida, esqueceu a amiga de ha tantos anos e que sempre esteve ao seu lado nos bons e maus momentos.

 

Sinto-me tão triste ao perceber que estou completamente à parte da sua vida, uqe desconheço coisas tão básicas e simples do dia a dia. Coisas que se fosse outrora, saberia. Sinto-me triste ao perceber que as sms que ainda trocamos são vazias de conteúdo e dizem sempre o mesmo. Prevejo que esta amizade de tantos anos tenha o desfecho de outra: o agendamento de irmos tomar um café que nunca acontecerá. É que sempre que combino, a outra parte tem sempre algo para fazer. 

 

Não consigo deixar de ficar triste ao pensar nisto. Talvez eu não tenha a importância que pensava que tinha. Pra mim uma amizade de tantos anos não é uma brincadeira. Daqui a pouco faz um ano que não nos vemos.

 

Será que o seu novo companheiro não gostou de mim ou do meu N.? É possível. Mas foi-nos dada uma segunda chance para ver se afinal somos assim tão detestáveis? Não.

 

E não me digam que tem a ver com aquela fase "cor de rosa" que vivemos quando temos um novo amor. Eu também a tive e vivi mas o meu amor era tão grande que eu quis compartilhá-lo com tudo e com todos, e principalmente com os meus amigos. E esta amiga foi uma delas.

 

Fico mesmo triste e magoada.

Sentimentos Negativos.

Ainda acerca do meu último post, um desabafo.

 

Como fiquei a saber que a tal pessoa iria participar num evento público, mandei-lhe uma mensagem a perguntar se estava tudo a correr bem e a desejar boa sorte e tudo de bom. É um procedimento que costumo ter para com essa pessoa. O que é certo é que nem recebi uma mensagem de volta, um comentário ou mail em jeito de resposta.

 

Não sou uma pessoa de rancores, ressentimentos ou "raivinhas". Este tipo de sentimentos não fazem parte da minha pessoa, do meu carácter. Mesmo quando alguém me faz muito mal ou me magoa, rapidamente mando tudo para trás das costas e sigo em frente. Não guardo sentimentos negativos em relação a ninguém.

 

Fico com pena que a tal pessoa esteja a ter este tipo de atitude em relação a mim pois parece-me que quem agiu mal não fui eu. Estarei errada?

 

Já disse que hoje é segunda-feira e que eu a detesto e que não quero sair de casa? :P


Não me faltava mais nada...!

Um dia destes sofri um ataque de ciúmes de uma pessoa, mulher, cuja minha relação com ela nem é de grande intimidade. Fiquei boquiaberta.

 

Embora seja uma pessoa que até tem um negócio online, a verdade é que não está a par de certas práticas vulgares nas redes sociais. E como os ciúmes devem ser muito fortes e nos fazem dizer disparates na altura, levei com um comentário bem desagradável, aliás dois, que me atingiam a mim e outra pessoa com quem me dou bem virtualmente e de quem a tal pessoa tem ciúmes por motivos concorrenciais.

 

Agora questiono, quando não se está a par e se desconhece algo, parte-se logo para o ataque ou tenta-se entender peimeiro o que se está a passar? Além de surpreendida, não gostei nada desta reacção. Mas como sou uma pessoa que gosto de ser diplomática neste tipo de situações, dei uma resposta elucidativa e esclarecedora e dando a entender que relevei o que se tinha passado. 

 

Recebi uma resposta da tal pessoa a pedir desculpas e aconfirmar a sua inveja e ciúmes quanto à outra pessoa com quem me dou bem virtualmente. Pensava eu que isto já tinha ficado para trás e que não havia rancores mas pelas atitudes que estou a verificar, a tal pessoa não ultrapassou este episódio e, pelos vistos, deteriorou a relação de "amizade" dela comigo.

 

 

De lágrima no olho.

"Miss Pepper, encontrei nas minhas coisas o postal que me deste no dia em que casei, há quase 14 anos, e o livro que escrevemos a meias. As Peripécias de M&M que, embora não tenha data, deve contar com uns 25 anos... Bom e é para te dizer que, embora a vida se complique por vezes, e o tempo escorra por entre os dedos, a minha amizade por ti não muda."

 

Recebi esta mensagem no telemóvel. O meu coração ficou enorme, a alma feliz e os olhos rasos de água. Há coisas imutáveis. E a nossa amizade mantém-se sólida e igual desde o primeiro dia, no matter  what...

 

Da minha ingenuidade.

Sou uma pessoa muito ingénua em muitas coisas, principalmente na relação com os outros porque acredito. Acredito que os outros são como eu, que nunca têm segundas intenções e que são sinceros.

 

Creio sempre que posso confiar nos outros e, por isso, abro o meu coração, verbalizo o que me vai na alma e penso que os outros farão o mesmo comigo. Às vezes sou ingénua o suficiente para acreditar que quando algumas pessoas me dizem que são minhas amigas, o são mesmo. Mas as atitudes dessas pessoas revelam que o não são. E eu não me procupo nada. Sei quem é mesmo meu Amigo. 

 

Lamento apenas que essas pessoas se convençam que são sinceras e que pensem que podem convencer os outros do mesmo. 

 

Parece que a ingenuidade é uma característica do (meu) signo leão, segundo disse alguém na casa dos parvedos. E não é que me reconheci ali?

 

Por incrível que vos possa parecer, este post foi inspirado no que alguém disse na tal casa...

Será que pifei de vez?!?

:P

A vida continua.

Continuo ainda muito abalada e a tentar colar os cacos. Mas não tenho forma de agradecer a todos aqueles que se têm preocupado comigo, que me têm dado alento e que me alimentam a Esperança.
O fim de semana foi mais leve, a presença do N. teve um efeito paliativo e de conforto. Apesar dos pesadelos e das palavras que ouvi, de vez em quando, me invadirem a mente.
Começa uma nova semana e um novo recomeçar para mim. Está na altura de tratar do que é preciso, deitar fora o que é superfluo, limpar o computadr do que está a mais e, assim, eliminar o que me está a fazer mal neste momento.
E para começar, tomar um comprimido para a forte dor de cabeça com que acordei e que me está a incapacitar de fazer aquilo que é preciso.

Aos meus amigos.

Quero deixar aqui um agradecimento a todos aqueles que, assim que souberam do que me aconteceu, vieram em meu auxílio, que se preocuparam comigo, que mostraram a sua preocupação e amizade e que sei que estão ao meu lado para não me deixarem cair.

 

Os primeiros a quem tenho de agradecer é ao meu N. e à minha mãe que têm sempre a palavra certa para dizer no momento certo. "Tem calma", "tudo se há-de resolver" ou "logo arranjas outra coisa" são expressões que vindas deles têm um peso e um significado diferente. São o meu conforto, são aqueles que me continuam a dar motivos e palavras para alimentar a Esperança. São eles o meu pilar e que me dão alento e força para não desistir e continuar.

 

Depois chega a vez dos meus amigos: dos reais e virtuais. Obrigada à Sara, à Elsa, à Marta, à Cêzinha, ao Helder, à Susana, à Maria, à Marisa pelo "socorro" imediato, pelo carinho, pelas palavras amigas, de apoio, conforto e Esperança. Obrigada por estarem aí, sempre disponíveis, por também não me deixarem desistir e me incentivarem para ir à luta.

 

"Um amigo verdadeiro é alguém que crê em ti ainda que tu deixes de crer em ti mesmo."

(Autor desconhecido)

 

 

Ajudar os outros...

AGRADEÇO QUE DEPOIS DE LEREM ESTE POST ACERCA DE SITUAÇÕES PASSADAS HÁ IMENSO TEMPO, NÃO ME DEIXEM COMENTÁRIOS A PEDIR DINHEIRO. TRABALHO A RECIBOS VERDES E GANHO 150 EUROS POR MÊS. PRECISO DE DIZER MAIS ALGUMA COISA?

Todos nós em determinadas alturas da nossa vida precisamos (precisámos ou vamos precisar) da ajuda de alguém. Seja de que maneira for, é uma verdade. Uma ajuda maior ou mais pequena mas haverá sempre alguém que nos irá dar a mão.

 

Quando eu era miuda, tinha uma amiga cujo agregado familiar era grande e era só o pai a trabalhar para dar de comer áquela gente toda. A minha mãe tinha muita pena das miúdas (eram quatro de idades diferentes) e estava sempre a dizer-lhe para almoçarem aqui comigo. Um dia uma, outro dia outra e assim lá lhes ia matando a fome. Havia uma que adorava a feijoada da minha mãe e sempre que a minha mãe fazia, ela vinha sempre cá almoçar, não falhava. E quem diz comida, dia muitas outras coisas. A minha mãe sempre teve este enorme coração, sempre gostou de ajudar os outros (muitas vezes em detrimento de si própria) de fazer o bem sem olhar a quem.

 

Todas nós crescemos e seguimos com as nossas vidas. Duas delas conseguiram casar com maridos ricos e a nível monetário estão muito bem na vida. As outras duas digamos que estão bem melhor do que eu. Têm vidas organizadas e desafogadas monetariamente. O único probelma que lhes é comum é a "Memória Curta". Quando vinham visitar os pais, eram incapazes de tocar à porta ou chamar à janela para dizer olá ou saber como nós estávamos.

 

Passados uns anos, uma amiga minha viu-se em apuros e eu dei-lhe a mão. Ela era uma brasileira casada com um português. No Brasil, tinham uma boa vida, eram donos de um restaurante-bar e tinham uma vida organizada. Um dia a tragédia bateu-lhes à porta: um incêndio consumiu-lhes a casa onde tinham a casa e o restaurante. Ficaram sem nada, com um bebé de poucos meses nos braçoes e pão com manteiga e café que os vizinhos lhe davam para comer. Com a ajuda da família, vieram para cá. 

 

Como a família já os tinha ajudado muito, vieram falar comigo. Precisavam de dinheiro para comprar alguma mobília para a casa que tinham alugado para deixarem a casa da família onde estavam a viver. Na altura, eu tinha um bom ordenado e não tinha responsabilidades, e pude emprestar.lhes o dinheiro. Ajudei-os muito de outras formas: roupa e comida para o bebé e para ela e muitas outras pequenas coisas. Depois de contas acertadas e como agradecimento pela ajuda e amizade, fui madrinha do seu segundo filho.

 

Até que esta amiga começou a mostrar um comportamento bipolar. Começou a fazer comentários desagradáveis e ofensivos contra a minha pessoa, a cobrar certas e determinadas coisas que ela "achava" que eu devia pensar e fazer. Eu que sempre fui meio rebelde quanto áquilo que os outros acham que eu devo pensar e fazer, que sou muito sensível com as injustiças e não me achando merecedora de tais atitudes, calei-me e afastei-me. A consequência? Perdi o contacto com o meu afilhado. Lamento-o profundamente mas se o pai quisesse que houvesse contacto trazia-o aqui a casa uma vez que estão sempre a visitar a irmã que mora na rua de baixo e, ao longo destes anos, foi incapaz de me vir mostrar o menino. e o erro não foi meu, foi dela, e o marido sabe disso.

 

Em suma, as acções ficam para quem as pratica, assim como o peso na consciência. Não desejo mal a ninguém, mesmo até a quem me fez já muito mal. Eu sempre fiz o que achei que devia fazer, sem cobrar e nem esperar nada em troca. Esta sou eu, a Pepper que vocês conhecem...